domingo, 13 de agosto de 2017

Literatura

 “A História é Amarela – Uma antologia de 50 entrevistas da mais prestigiosa seção da imprensa brasileira”

Segunda obra de uma série que pretende explorar o melhor do conteúdo já publicado pela revista do Grupo Abril, o livro traz as 50 melhores entrevistas realizadas e publicadas por VEJA na prestigiosa seção reconhecida pelos leitores como “Páginas Amarelas”, desde as primeiras edições. Coroando o meio século de existência da seção, o best seller reúne personalidades nacionais, como Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque de Hollanda, e internacionais, como Gabriel García Márquez e Bill Gates, atravessando um pedaço da história por meio da mais tradicional forma de expressão humana: o diálogo.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Futebol

Centenário de Belo Horizonte
09 de agosto de 1997, decisão do torneio Centenário de Belo Horizonte

O torneio foi disputado em dois grupos, com quatro clubes cada. 
Grupo A: Atlético, Milan, América e Corinthians. 
Grupo B: Cruzeiro, Flamengo, Oímpia e Benfica.
O Cruzeiro venceu todos os jogos da primeira fase: 4 x 1 Benfica, 1 x 0 Olimpia e 2 x 1 Flamengo. Na outra chave, apenas um jogo não terminou empatado, a vitória do Atlético sobre o Corinthians, por 4 a 2. O Atlético terminou na liderança, com 05 pontos.   América e Milan empataram em 1 a 1, gols de Celso e George Weah. O atacante liberiano era a grande estrela do torneio. Weah foi eleito o melhor jogador do mundo em 1995 e, naquela época, era visto como um dos principais nomes do futebol mundial, ao lado de Romário, Klinsmann, Baggio, Stoichkov, Bastituta e Zamorano. 
Atlético e Cruzeiro, os líderes das chaves, fizeram a decisão. O público não comprou a ideia do torneio, que teve arquibancadas vazias. A final levou a campo apenas 39.095 torcedores. A título de comparação, no mesmo ano, o Cruzeiro colocou 132.834 pessoas no Gigante da Pampulha, na decisão do Estadual contra o Villa Nova.  Nem o Milan, uma seleção com grandes jogadores, atraiu tanto público. O jogo contra o Atléticoo, por exemplo, levou 30.768 torcedoresl ao estádio.  

                            Atlético 2 x 1 Cruzeiro   
Gols: Leandro Tavares e Valdir Bigode (Atlético) e Odair (Cruzeiro)  
Atlético:  Paulo César; Dedimar, Sandro Blum, Luís Eduardo e Dedê; Doriva, Bruno (Neguete), Jorginho (Gutemberg) e Leandro Tavares; Valdir (Hernani) e Marques. Técnico: Emerson Leão 
Cruzeiro: Rodrigo Posso; Ricardo, João Carlos, Odair e Gustavo (Tico); Reginaldo, Marcos Paulo (Donizete Amorim), Cleisson e Geovanni; Roberto Gaúcho (Da Silva) e Fábio Junior.  Técnico: Wantuil Rodrigues.
Fonte: www.em.com.br

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Literatura

“Direto de Paris – Coq Au Vin Com Feijoada” 
A obra relata a trajetória do jornalista, que vive na capital francesa desde 1978. No livro, Milton Blay conta como foi sua chegada à Cidade Luz, o dia a dia da profissão e os maiores desafios que enfrentou durante todo esse período de residência em Paris. O autor revela ainda situações inusitadas, coberturas marcantes e encontros extraordinários.

Segundo Blay, na sua geração o repórter devia se limitar a narrar o fato, a partir daqueles seis paradigmas: o que, quem, quando, como, onde, por quê. Se essas questões não fossem respondidas na abertura da matéria, o lead, era melhor rasgar a lauda e começar tudo de novo.

Em Paris, Milton Blay foi correspondente da revista “Visão”, da “Folha de S. Paulo, das rádios Capital, Excelsior (CBN), Eldorado, Bandeirantes e Band Newws FM, e redator-chefe da Rádio França Internacional. 

Joel Camargo

Joel Camargo - 01º brasileiro no PSG perdeu tudo e teve de vender até medalha da Copa de 1970.

Assim como Neymar, era negro, tratava bem a bola e brilhou no Santos. Mas, após levantar bandeira contra o racismo, morreu pobre, doente e esquecido.
Por sua elegância ao correr com passadas largas, praticamente flutuando sobre o gramado, e ao subir com os braços bem abertos para cabecear, Joel Camargo ganhou o apelido de Açucareiro. Era um zagueiro de técnica privilegiada, talvez o mais habilidoso de sua geração. Embora implacável ao desarmar os atacantes, tinha doçura nos pés. Integrou por quase dez anos o célebre time do Santos de Pelé, foi campeão do mundo com a seleção brasileira em 1970 e, muito antes de Neymar protagonizar a transferência mais cara de todos os tempos, se tornou o primeiro brasileiro a vestir a camisa do Paris Saint-Germain (PSG). Porém, a chegada à cidade luz não teve nenhuma pompa, assim como toda sua trajetória como jogador.

O destino nunca foi generoso com o talento que transbordava de Joel, sobretudo no ano de 1970, que marcou tanto a maior glória da carreira quanto o início de sua derrocada. Ele começou a temporada em alta. Era o homem de confiança do técnico João Saldanha e titular da zaga da seleção. Mas, por interferência da ditadura militar, Saldanha caiu às vésperas da Copa e deu lugar a Zagallo, que barrou o defensor. O Brasil sagrou-se tricampeão no México. Joel nem sequer entrou em campo. Assistiu a todo Mundial do banco de reservas. Apesar da euforia pelo título, encarou o desprestígio como uma humilhação.

Quando voltou, em Santos, o zagueiro gastou o dinheiro da premiação pelo tri na compra de um lustroso Opala vermelho. Na madrugada de 22 de novembro, cinco meses depois da Copa, Joel destruiu o carro ao bater de frente com um poste. Duas mulheres que o acompanhavam morreram no acidente. Ele quebrou o nariz, a clavícula e a perna direita. Ficou quase um semestre inteiro de cama, em recuperação. Condenado a um ano e oito meses de prisão por homicídio culposo, cumpriu pena em liberdade, mas teve seu contrato com o Santos rescindido. Na época, suspeitaram de ele estaria dirigindo embriagado. Joel sempre negou que tivesse bebido naquela noite.  Desde então, magoado, passou a evitar a imprensa. Só levantava voz para se pronunciar sobre uma questão que o fustigava. Foi o primeiro jogador de futebol a se manifestar publicamente contra o racismo no Brasil. 

Paris Saint-Germain
Ao recuperar-se do acidente, estava desempregado, fora do Santos e malvisto pela maioria dos grandes clubes brasileiros. Resolveu, então, no fim de 1971, aceitar uma proposta do recém-fundado Paris Saint-Germain. Longe de ser o clube endinheirado em que se transformou, o PSG acabara de subir para a primeira divisão do Campeonato Francês e amargava as últimas posições na tabela. No elenco, havia uma mescla de atletas amadores e profissionais. O nível técnico era sofrível. E Joel, apesar de zagueiro, chegou com status de campeão do mundo e supercraque para um contrato de sete meses. Sua primeira partida, diante do Bordeaux, foi um choque de realidade.  Jogou ao lado de um líbero amador, que, aos 15 minutos do segundo tempo, marcou um gol contra. O brasileiro percebeu que teria de se virar sozinho. Pegou a bola na defesa, driblou meio time adversário e serviu de bandeja para o centroavante Prost, que desperdiçou a chance com um chute para o alto. Joel perdeu a paciência. Começou a berrar com seus companheiros, prontamente repreendido pelo treinador. Aquele tipo de comportamento, comum entre os boleiros santistas, não era tolerado na França. 

Joel Camargo defendeu o PSG em apenas mais uma partida. A ríspida sinceridade de um atleta habituado a jogar com Pelé e que, de repente, estava cercado de brucutus, fez com que ele colecionasse desafetos durante a curta passagem pelo clube, que o dispensou depois de três meses em Paris.  Na volta ao Brasil, rodou por clubes pequenos, mas rapidamente se desencantou da bola. Aos 29 anos, parou de jogar e mergulhou na bebida. Torrou todas as economias do futebol até perceber que, aos 35, não havia lhe sobrado nenhum tostão. E aí veio uma decisão radical: vendeu todas as medalhas que guardava em casa, incluindo a de campeão do mundo.

O dinheiro da partilha de suas conquistas durou pouco. Falido e com uma filha para criar, se viu obrigado a descobrir outro ofício. Encontrou uma saída como estivador no Porto de Santos. Os dois irmãos que trabalhavam no cais descolaram uma vaga para ele na labuta entre as docas e os navios. Carregava fardos de algodão, café e açúcar. Nas horas de folga, participava das peladas portuárias. O boné enterrado na testa e a barba por fazer disfarçavam a aparência, mas a indefectível elegância de seus movimentos logo aguçou a curiosidade de alguns colegas.

Foram mais de duas décadas de estiva até se aposentar aos 55 anos. Vivia uma rotina pacata em Santos, lutando contra o alcoolismo e o diabetes. Por causa da doença, teve um dedo do pé amputado. Nesta época, havia muito tempo que já não frequentava a Vila Belmiro. Viúvo, recebia amparo da filha e raramente tinha contato com os ex-companheiros de time.

Morreu de insuficiência renal aos 69 anos, em 23 de maio de 2014. Pobre, enfermo e esquecido pelos clubes que um dia se renderam à classe do Açucareiro. Na parede da sala de Joel Camargo, restou a única recordação que conservara dos tempos de jogador: um quadro da mascote da Copa de 70, presente de um torcedor que enxergou a doçura por trás daquele homem que passaria o resto da vida às sombras da amargura.

sábado, 5 de agosto de 2017

Literatura

“Juiz de Fora ao luar” 

Segundo a idealizadora e organizadora da obra, a escritora Maria Helena Sleutjes, esse é um projeto que tem por objetivo divulgar escritores de Juiz de Fora e fazer com que eles possuam um veículo para demonstrar e permitir ao público acesso àquilo que eles escrevem, e esse veículo, segundo Maria Helena, é a Gryphon Edições. O livro reúne 31 textos em 200 páginas, entre contos, crônicas e poemas, de escritores conhecidos pelo trabalho literário, além da Maria Helena, Marisa Timponi, Rosângela Xavier Rossi, Elizabeth Sachetto, Luiz Almeida e Cecy Barbosa Campos, e outros escritores estreantes.

Antologia

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Literatura

"História do Jornalismo Esportivo na TV brasileira"
Na obra, o jornalista Alberto Léo, com mais 40 anos de profissão e falecido em 2016, fez um levantamento inédito e minucioso de todos os grandes eventos e programas de TV do período entre 1950 e 1990, destacando também seus inúmeros e marcantes personagens. Pelas páginas que se seguem, desfilam figuras emblemáticas da imprensa esportiva, tais como Oduvaldo Cozzi, Ary Barroso, Geraldo José de Almeira, Nelson Rodrigues, João Saldanha, Luiz Mendes, entre muitos outros. E histórias curiosas que vão desde os primeiros passos da pioneira TV Tupi até a Rede Manchete, onde Alberto Léo trabalhou por muitos anos. São relatos e depoimentos que retratam um período de ouro da imprensa esportiva na TV e também do esporte nacional e seus grandes ídolos.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Luiz Gonzaga França Carneiro (1946/2017)

Luto
Morre Luiz de França, um dos maiores comunicadores do rádio no Brasil
Morreu no Rio de Janeiro, aos 71 anos, o radialista Luiz de França. França morreu durante a madrugada em sua residência, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Velório sera em Barbacena e o sepultamento está previsto para sábado, às 13 horas na  .

Luiz Gonzaga França Carneiro nasceu em  Barbacena-MG, em  03 de fevereiro de 1946. Filho de Gerônimo e Yvonne, era viúvo de Maria da Penha ( ), com quem foi casado por 45 anos.  Começou sua carreira em sua cidade natal, aos 15 anos de idade, na Rádio Correio da Serra AM, passou por Rádio Barbacena AM, transmitindo bailes de carnaval e comandando programas de entretenimento. Aos 18 anos, participou e venceu o concurso do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, na TV Tupi, e como prêmio tornou-se locutor da TV Tupi e da Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Apresentou programas como Portugal sem Passaporte e Repórter Esso, em substituição a Heron Domingues. Foi dono da Rádio Difusora de Petrópolis com o falecimento de seu tio. Trabalhou por 28 anos no Sistema Globo de Rádio, começando como locutor noticiarista e, posteriormente, comandou férias de colegas até assumir seu primeiro programa, o Show da Noite, tradicional na programação global no ano de 1983. Em 1985 teve uma rápida passagem pela Rádio Globo São Paulo, onde substituiu Ely Corrêa. No mesmo ano, França passou a comandar as tardes da Globo, substituindo Waldir Vieira (que era titular da faixa vespertina e faleceu naquele ano). No ano de 1999 França passou a integrar a Rádio Tupi do Rio, onde permaneceu até meados de 2007, até à sua ida para Rádio Manchete AM 760 e e de 2008 até 2015, ele comandou seu programa na emissora diretamente de sua cidade natal, Barbacena, através de uma linha digital, das 15h às 17h de segunda à sexta. 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Literatura

"Um Show de Radio - A Vida de Estevam Sangirardi"
O livro traz um belíssimo trabalho de pesquisa contando a história de Estevam Sangirardi, um dos maiores profissionais que o rádio já teve. Criador do Show de Rádio, programa apresentado durante trinta minutos, logo após a transmissão ao vivo de uma partida de futebol. Sangirardi e sua equipe encantaram e divertiram os ouvintes durante anos procurando retratar com bom humor aspéctos esportivos, políticos e sociais. Criou personagens inesquecíveis como Didu, o fanático torcedor do São Paulo, Joca, torcedor do Coringão, o bão ou o Comendador Fumagalli e a Noninha, atentos ao jogo do Palestra. Carlos Coraúcci recupera com detalhes saborosos, a história de Sanja, um homem que dedicou sua vida ao rádio e ao humor. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Radiodifusão

Emissoras AM que não participaram do processo de migração AM/FM poderão ter nova chance 
Secretária de radiodifusão do MCTIC disse que novo processo deverá ser aberto a partir do ano que vem 
As emissoras de onda média (OM) que ficaram em dúvida ou não conseguiram cumprir a data na formulação do pedido de migração terão uma nova oportunidade. Foi o que informou a secretária de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vanda Jugurtha Bonna Nogueira, em visita à ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).   A secretária anunciou novidades para as rádios AM que não participaram do primeiro processo de migração e afirmou que o Ministério está com uma minuta pronta do decreto que abre novo prazo para a migração do AM para FM. Muitos proprietários de emissoras ficaram em dúvida e também aqueles que se arrependeram, terão agora nova oportunidade.   A primeira parte do processo da migração do AM para o FM deve, de acordo com Vanda Jugurtha, vai terminar até o final deste ano. Segundo ela, até 17 de dezembro não haverá mais nenhuma rádio para fazer a migração.   A secretária afirmou, ainda, que o ministério só vai partir para a faixa estendida quando a recepção dos ouvintes de rádio nesta faixa estiver garantida.

Literatura

"América-PE - O campeão do centenário"
O escritor pernambucano, Roberto Viera, é o autor do livro, daquele que foi por muitas décadas, a quarta força do futebol de Pernambuco, atrás somente de Santa Cruz, Sport e Náutico. Na publicação é possível encontrar diversas histórias e passagens importantes e curiosas do Periquito, como por exemplo o Campeonato Pernambucano de 1922, título que rendeu ainda a alcunha de campeão do centenário, um século depois da independência do Brasil, jogo inclusive que durou apenas oito minutos. É possível ainda encontrar fotos e informações das primeiras sedes do clube e do saudoso estádio da Jaqueira onde o Mequinha mandou muitos de seus jogos. O América foi um dos primeiros clubes brasileiros a contratar jogadores estrangeiros, mostrando o protagonismo e pioneirismo do clube ainda nos primórdios do futebol em nosso país, na época, contratou jogadores da Guiana Holandesa.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Nancy de Carvalho (1934/2017)

Luto
Morre Nancy de Carvalho, primeira porta-bandeira de Juiz de Fora
Morreu em Juiz de Fora, na noite da última segunda-feira, 24/07, aos 82 anos, a sambista Nancy de Carvalho. Nancy foi a primeira porta-bandeira do carnaval de Juiz de Fora e uma das fundadoras da Escola de Samba Feliz Lembrança e do bloco do Beco.

Irmã do cantor e compositor Djalma de Carvalho e contemporânea de Nelson Silva (1928/1969), Nancy nasceu no dia 30 de outubro de 1934. A família Carvalho foi pioneira na fundação da Escola de Samba Feliz Lembrança no Largo do Cruzeiro, acompanhou sua mudança para a avenida Sete, e, posteriormente, sua mudança para a sede atual no bairro Joquei Clube, na zona norte. Fundou também o Bloco do Beco.

O corpo foi velado e sepultado no Cemitério São José, bairro de Vila Isabel, em Três Rios-RJ.

Literatura

"Ferroviária em campo- um Breviário Grená"
Escrito por Vicente Henrique Baroffaldi, e lançado por Pontes Editores, a obra contém pouco mais de 300 folhas, onde o autor expõe fatos marcantes da trajetória da gloriosa Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara, além de súmulas, títulos conquistados, resultados de jogos e fotos e fichas técnicas. Os heróis dos acessos de 1955-56 e 1966; artilheiros de todos os tempos; acontecências (acontecimentos + ocorrências + curiosidades). Os três melhores paulistões da Ferroviária; os maiores públicos; o futebol encantador das Guerreiras Grenás.

Trata-se de, síntese dos fatos que ora alegraram, ora entristeceram os torcedores e simpatizantes da Ferroviária de Araraquara, e que, num amálgama de conquistas e vicissitudes, significam a história e a grandeza de uma agremiação que nasceu forte, conheceu percalços pelos caminhos, mas jamais saiu dos trilhos, cumprindo a sua missão. Em 64 anos de existência, a Ferroviária nunca pediu licença do Campeonato Paulista, apesar das imensas dificuldades por vezes enfrentadas, e, invariavelmente, encarou os desafios de todas as competições. Assim há de seguir sendo, no embalo da força propulsora de sua coletividade, representada pelo entusiasmo e pela esperança presentes nas manifestações de seus torcedores.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Waldir Peres Arruda (1951/2017)

O magistral Waldir Peres
por José Renato Santiago
Nascido em 02 de janeiro de 1951, na cidade paulista de Garça, distante pouco mais de 400 km da capital, Waldir Peres de Arruda começou no futebol em equipes amadoras próximas a sua casa. Durante um competição intermunicipal, chamou a atenção de dirigentes da Ponte Preta de Campinas, que o contrataram ainda como juvenil.
Muito seguro e com fama de milagreiro, ao longo de quase três anos se tornou grande destaque da Macaca, o que atraiu interesse do tricolor paulista, o São Paulo, inicialmente, para ser reserva de Sérgio Valentim. Mal sabia, que não demoraria para se tornar titular da equipe, pouco depois de fazer sua estreia, em 03 de novembro de 1973, em um empate sem gols frente ao Coritiba em partida válida pelo campeonato brasileiro.
Suas grandes atuações o levaram para a sua primeira Copa do Mundo, em 1974 na Alemanha, ainda como reserva do goleiro Leão. Com fama de catimbeiro, Waldir também era conhecido por desestabilizar os atacantes adversários. Foi assim na final do campeonato paulista de 1975, em 17 de agosto daquele ano, quando defendeu duas penalidades batidas por jogadores da Portuguesa, contribuindo de forma decisiva ao título tricolor. Sua estreia na seleção brasileira, aconteceria naquele mesmo ano, em 4 de outubro, na vitória por 2 a 0 frente ao Peru, em partida válida pelas semifinais da Copa América.
Com a chegada do piauiense Toinho, chegou a revezar a titularidade do gol são paulino durante algum tempo, mas logo voltaria a ser absoluto. Em 05 de março de 1978, mais um grande momento. Não chegou a defender nenhuma das cobranças da disputa de pênaltis na partida final do campeonato brasileiro de 1977 no estádio do Mineirão, mas com muita malandragem, com direito a ‘aperto nas nadegas’ dos jogadores atleticanos e cusparada na bola, foi decisivo para que três deles errassem o alvo, na vitória por 3 a 2 da equipe paulista. É, até hoje, considerado um dos herois da conquista do primeiro título brasileiro do São Paulo.
Presente, ainda como reserva, em sua segunda Copa do Mundo, em 1978 na Argentina, Waldir viveu seu grande momento no começo dos anos 1980. Bicampeão paulista em 1980 e 1981 e vice-campeão brasileiro em 1981, passou a ser titular da seleção brasileira comandada pelo técnico Tele Santana, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Em maio de 1981, durante a vitoriosa excursão brasileira pela Europa, três vitórias, diante Inglaterra, França e Alemanha Ocidental, assombrou o mundo ao defender por duas vezes pênaltis batidos pelo alemão Paul Breitner, que até então jamais tinha desperdiçado uma cobrança de penalidade ao longo de toda a sua carreira, no triunfo brasileiro por 2 a 1 em Stuttgart. Sua titularidade na Copa de 1982 foi justíssima, em que pese o fato de não ter tido boas atuações durante a competição, sobretudo na vitória por 2 a 1 frente a União Soviética em 14 de junho, quando sofreu o chamado ‘frango’ depois do chute de longe do atacante Bal. Vestiu a camisa canarinho em 30 oportunidades em jogos oficiais, com apenas uma derrota, justamente na partida que eliminou a seleção da Copa do Mundo de 1982, em 5 de julho, na derrota por 3 a 2 para a Itália.
Deixou o Morumbi em 1984, após 615 partidas oficiais, o que faz dele o segundo jogador a mais vezes defender a camisa tricolor, atrás apenas de Rogério Ceni. Ainda atuou no América do Rio de Janeiro, Guarani de Campinas, Corinthians, Portuguesa de Desportos, Santa Cruz e Ponte Preta, onde encerrou a carreira em 1989. Após abandonar os gramados, atuou como técnico até 2013.
Waldir Peres saltou para o andar de cima neste último domingo, dia 23 de julho, após sofre um infarto fulminante, em Mogi Mirim.
Colaboração: Alexandre Berwanger

domingo, 23 de julho de 2017

Literatura

 “Minha Rua Conta História”
Adicionar legenda
Os membros do Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri buscaram recuperar a história da cidade de Teófilo Otoni, dar nova vida àqueles que deixaram suas pegadas nas ruas do centro urbano, histórias das personalidades, vários momentos e personagens históricos vão ficando registrados por meio de homenagens prestadas em nomes de ruas, praças, avenidas e outros espaços públicos.

Um trabalho exaustivo, longo, de quase seis anos. Um legado para várias gerações. Afinal, enquanto não há um trabalho nas redes de ensino nem informações históricas nas placas das próprias ruas, cabe à herança viva que remanesce na cidade o dever de manter relevante a memória de Teófilo Otoni, quase sempre esquecida (por vezes adormecida) de geração a geração. 

sábado, 22 de julho de 2017

Corrida da Fogueira

Resultados:
A 70º da Corrida da Fogueira teve Gilberto Silvestre Lopes vencedor no masculino e Amanda Oliveira, vencedora no feminino. Amanda é tri-campeã, já havia vencido em 2015 e 2016. Com largada e chegada na praça do bairro Bom Pastor, aproximadamente dois mil atletas, profissionais e amadores, participaram da competição, que teve 07 km de percurso.

Masculino
01º Gilberto Silvestre Lopes com os tempos de 21min45s,
02º Flávio Carvalho Stumpf,
03º Jocemar Correa,
04º Matheus Morais, 
05º Francisco Perrout.

Feminino
01º Amanda Oliveira com os tempos de 25min58s
02º Aline Barbosa dos Santos,
03º Aline da Silva Braga,
04º Amanda Zampiere,
05º Simone Andrade.
Amanda Oliveira, mineira de Mercês, de 20 anos e estudante de educação física, venceu pela terceira vez seguida. Amanda participou e venceu a corrida de Ouro Branco, no último domingo, 16/07, fazendo o percurso de 10 km, com o tempo de 35:58 e vai participar da meia maratona do Rio, no dia 30 de Julho.
Obs: Foto tirada na última sexta-feira, quando participou do programa "Bola na Rede", apresentado por Marcos Moreno, na Rádio Catedral FM.

Literatura

"O Sagrado Coração de Lola: a Santa de Rio Pomba"
Conhecida pelos mistérios que cercavam uma vida ascética e exclusivamente dedicada à religião, Floripes Dornelas de Jesus, chamada popularmente de “Santa Lola”, tornou-se personagem de referência no cenário religioso da Zona da Mata mineira. Após o acidente que marcou a ruptura de uma vida considerada “normal” e ascendeu uma vocação religiosa inspirada nos preceitos da Igreja Católica, Lola permaneceu inclinada a orar por aqueles que a procuravam a fim de alcançar alguma luz para problemas pessoais. A história da “Santa Lola”, tão conhecida nas cidades que fizeram parte da sua história, particularmente Mercês e Rio Pomba. 

Remanescente dos 11 filhos do casal, Joaquim Dornellas da Costa e Deolinda Maria de Jesus, Lola nasceu em 09 de junho de 1913. Em virtude da queda de uma jabuticabeira em março de 1934, com a idade aproximada de 23 anos, que a deixou imobilizada dos membros inferiores, Em virtude da queda de uma jabuticabeira em março de 1934, Lola ficou imobilizada dos membros inferiores. Lola era conhecida por três nomes: Floripes Maria de Jesus, Floripes Dornellas de Jesus e Floripes Dornellas da Costa 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Corrida da Fogueira

70° edição Corrida da Fogueira, tradicional prova de rua em Juiz de Fora, acontece neste sábado, 22 de julho, a partir das 19h. A prova, tem a largada na praça do bairro Bom Pastor, zona sul da cidade, atravessa a Rio Branco até o bairro Manoel Honório, e retorna pelo mesmo trajeto.

Amanda Oliveira, mineira de Mercês, de 20 anos, é uma das favoritas no feminino. Participou e venceu a corrida de Ouro Branco, no último domingo, 16/07, fazendo o percurso de 10 km, percurso bastante pesado, com o tempo de 35:58. Além da Corrida da Fogueira hoje, Amanda vai participar da meia maratona do Rio, no dia 30 de Julho.  

História   
A corrida da Fogueira iniciou no dia 23 de junho de 1942, através de Vicente Ferreira dos Santos, reuniu alguns amigos para divulgar a própria festa junina no bairro Mariano Procópio, com cerca de 47 atletas, num percurso de 7 km. O vencedor da primeira edição foi Pedro Marciano da Silva, atleta do Mangueira Futebol Clube, da cidade de São João Nepomuceno, com o tempo de 23min58seg. Após a premiação, o atleta vencedor teve a honra de acender a fogueira da festa e isso se perpetuou por várias décadas. A Corrida da Fogueira se tornou a maior prova do pedestrianismo de Minas Gerais, contribuindo decisivamente para o crescimento do esporte no Brasil.   

Profissionalização    
Na década de 1970, a prova recebeu incentivo dos órgãos ligados ao desenvolvimento do esporte brasileiro, inclusive do Conselho Nacional do Desporto-CND, atraindo grandes nomes do esporte, como o maior meio-fundista equatoriano daquela época, Pedro Zurita, em 1975. 

Feminino
Em 1976, as mulheres começaram a participar do evento e a primeira campeã foi a atleta Sandra Paula Ferreira. A corrida só não foi realizada em 1964, devido ao Golpe Militar, e entre os anos de 1980 e 1983, quando o Sport Club Mariano Procópio perdeu as condições para realizar o evento.

Prefeitura
A partir de 1984, após negociações, passou a ser promovida pelo Departamento de Esportes da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Juiz de Fora.    

Astros e estrelas

Nas décadas de 1980 e 1990 Joel Elídio de Faria, José da Conceição, Hélio Oliveira, Márcia Narloch, Viviany Anderson de Oliveira, Geraldo Francisco de Assis, João da MataRonaldo da Costa e Cibélia Maria Vasconcelos, abrilhantaram a competição.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Literatura

“A Literatura de Cordel, as histórias e invencionices do professor Ibiapina”  
A obra, escrita pelo médico e professor aposentado, José Dias Ibiapina e ilstrada por Marcus Pedro, conta em prosa e verso, os causos, memórias e relatos que cotidianamente eram narrados pelo autor durante suas aulas, consultas e no convívio pessoal e familhar.  Nas páginas dedicadas ao cordel, Ibiapina segue, na maioria dos casos, a tradição do gênero, mantendo os versos em sestilhas, que são poemas com estâncias de seis versos cosidas através da rima entre os versos pares (02º, 04º e 06º verso), ecoando nos acontecimentos em tom cômico, lírico e épico.  

Patologias, sintomas, diagnósticos, tratamentos e remédios de males como  tuberculose, hanseníase e parasitose intestinal são cantados pelo médico-escritor. Inovação para o formato qu, normalmente, trata de casos populares, mas que no livro são usados pelo autor para instruir, prevenir e ajudar amigos médicos e pacientes. É o primeiro caso de profilaxia de cordel de que se tem notícia.      

A dengue, da qual o autor foi vítima, está presente no livro;  “Esta é uma sentença/A dengue é uma doença/Sempre aguda e febril/Da cidade e do Distrito/Transmitida por mosquito/Espalhada no Brasil...Diagnóstico, boa gente/Pelos sintomas de doente/Vão o sangue examinar/O vírus isolado/Anticorpo encontrado/resultado vão lhe dar..../Não queremos fazer drama/ O sucesso de um programa/Pro mosquito combater/Precisa da sociedade/E de toda a comunidade/Com o governo envolver/ No verão o tempo inteiro/Durma com mosquiteiro/Use até um repelente/Pra você se proteger/Não deixe o vetor nascer/Não queira ficar doente.”  

O autor 
Nascido em Sobral, no interior do Ceará, em 22 de março de 1939, José Dias Ibiapina e Silva mudou-se para Juiz de Fora aos 16 anos para estudar no antigo Científico do Colégio Academia de Comércio e formar-se Laticinista pela Escola de Laticínios Cândido Tostes. Em janeiro de 1964, ingressa na Faculdade de Medicina da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora, obtendo o diploma em 1969.  Depois deste início, o médico ainda concluiu um mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e lecionou na UFJF, na Faculdade de Medicina de Barbacena e na Faculdade Suprema de Juiz de Fora.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Futebol Amador

Time do "51 de Luxo" do bairro Floresta.
Da esquerda para a direita:
Em pé: Nilson Maíni, Luiz Cláudio, Helinho (Hélio Gonçalves);
Agachados: Zaca (José Geraldo Azarias), Cocada (Luiz Gonzaga Azarias), Oscarzinho (Oscar Moreira), João Grilo (João Carlos de Souza), Pelezinho (Afonso Santana), Décio.
Fonte: www.carlosferreirajf.blogspot.com

Literatura

"A Luta Contra A Corrupção - A Lava Jato e o Futuro de Um País Marcado Pela Impunidade"

A obra, escrita por Deltan Dellagnol, pontua histórias de sucesso e fracasso no combate à corrupção com as razões que levaram à elaboração de cada uma das 10 Medidas propostas pelo Ministério Público. O livro ajuda ao leitor a entender a dimensão do que está acontecendo e permite a quem o lê ter esperança lúcida e bem informada e aborda corrupção, leniência, lavagem de dinheiro e delação premiada, dentre outros temas em evidência nesse mar de lama que assola o país.

Boas maneiras...

QUER MUDAR O BRASIL?                   
MUDE VOCÊ PRIMEIRO 

Pare de furar fila  
Tenha horror ao desperdício 
Pare de fazer chantagens 
Tenha imensa ojeriza ao famoso jeitinho brasileiro 
Pare de estacionar em local proibido 
Para cada reclamação, tenha 100 agradecimentos 
Não deixe seu filho subir na vida pelos atalhos 
Se você está sentado, nunca deixe o idoso em pé 
Use sempre o raciocínio na busca permanente da razão 
Não jogue lixo na rua 
Não dar gorjeta. 
Gorjeta é propina. 
Nunca fale mal do Brasil 
Nunca menospreze os produtos nacionais 
Não aceite bandido impune  
Seja sempre muito gentil e cordial, mesmo estando com raiva. 
Tenha na leitura seu maior investimento 
Valorize a palavra dada como compromisso 
Tenha imenso respeito, escutando os idosos 
Nunca grite, pois não melhora seu argumento 
Respeite o silêncio à noite Intolerância demolidora contra políticos, magistrados e empresários corruptos. 
Tenha intolerância total contra estuprador 
Invista mais dinheiro em escola do que nas bebidas 
Nunca minta, a não ser para melhorar a verdade 
Nunca ache que seu time é mais importante que sua família 
Assuma seus erros 
Nunca permita que se fale mal do Brasil perto de você 
Leia para seus filhos e netos 
Não divulgue boatos 
Elimine o complexo de vira-lata do brasileiro 
Jamais queira levar vantagem 
Devolva o que não é seu 
Denuncie o malfeito do próximo 
Obedeça as leis do trânsito 
Nunca dirija depois de beber 
Devolva o troco recebido a mais 
Não vote em ficha suja 
Não apoie corrupto e nem aceite propina 
Se preciso, morra protegendo a água 
Participe sempre da vida política, com honestidade    

SE QUER AJUDAR O BRASIL, RECLAME INTENSAMENTE,                     
E FIRMEMENTE, PELOS SEUS DEVERES.                  
OS SEUS DIREITOS PODEM ESPERAR.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Literatura

“Os Cinemas de Rua de Juiz de Fora – Memórias do Cine São Luiz”
O dia 15 de julho de 1955, e o filme, “Rebelião no Presídio”, do diretor Don Siegel, marcou o início do Cine São Luiz, na praça da Estação (Praça Dr João Penido), em Juiz de Fora. Comerciantes, industriais, jornalistas, radialistas, bancários, estavam entre os elegantes espectadores na primeira sessão do Cine São Luiz. Após a exibição de estreia foram mais de 50 anos de atividade, até o fechamento, em 2004. 

A obra, apresenta minuciosa pesquisa realizada por Christina Ferraz Musse, Gilberto Faúla Avelar Neto e Rosali Maria Nunes Henriques, todos ligados ao grupo de pesquisa “Comunicação, Cidade e Memória”, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O trabalho que narra parte da história da praça, onde funcionava o cinema, em um prédio de características art-déco, destoando do conjunto arquitetônico da região, resgata e registra a memória do cinema por meio de relatos orais de frequentadores e ex-funcionários, além de pesquisa em documentos e acervos. 

Construído com foco na concepção de luxo e conforto, o cinema tinha capacidade para 900 espectadores. Diferente do que imaginam as gerações mais novas, o São Luiz exibiu todos os gêneros. Conforme revela a publicação, até 1959, predominavam os dramas. Nos anos 1960 eram exibidas principalmente películas bíblicas e aventuras. Na década seguinte, o drama voltou a ser o gênero mais exibido. Somente a partir dos anos 1980 a pornochanchada e os filmes pornográficos ganharam espaço.

domingo, 9 de julho de 2017

Futebol amador

                    Santos FC do bairro Floresta
Da esquerda para a direita
Em pé: Sr Loló (Sebastião Gonçalves), padre José Guido,Toninho, Rafael (Rafael Priamo Carbogim, Inácio, Wantuir, Helinho (Helio Gonçalves), Gabriel (Gabriel Priamo Carbogim), José Tagliti e Curau (Arlindo Manoel). 
Agachados: Zequinha (José Moreira), João Grilo (João Carlos de Souza), Orcarzinho (Oscar Moreira), Adriancem (ex-atleta profissional, natural do Peru), Zé Alemão (José Eugênio Priamo Carbogim), Afonso Priamo e Juca Priamo. 
Mascotes: Flávio Carbogim Alonso ( / ) e Marco do Pepé.

Literatura

“Tempo de saudade 
Escrito pela jornalista Margarida Drumond de Assis, a obra conta a história do município de Timóteo, terra natal da autora, de forma diferente, em romance. É a história dentro da estória. Neste romance histórico revelador de fatos e personagens que vão emergindo da memória da octogenária “Vó Helena” e de seus descendentes e amigos, Margarida Drumond desenrola um romance que mexe com a vida e a sensibilidade das pessoas. Então, duas histórias se desenrolam: uma atual, que é a vida dos personagens e outra pertencente ao passado, que é buscada nas reminiscências de Dona Helena, a personagem central.

Eleições - "03º turno"

Cidades brasileiras têm um prefeito cassado a cada quatro dias

Em Minas, oito cidades tiveram de escolher de novo seu comandante

A cada quatro dias deste ano um prefeito eleito em outubro de 2016 foi cassado em definitivo pela Justiça Eleitoral. Ao todo, já foram realizadas 41 eleições suplementares em todo o país, oito das quais em Minas Gerais, que, ao lado do Paraná, lidera o ranking de estados com maior número de substituições do chefe do Executivo municipal. O principal motivo dessas cassações foi a confirmação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do indeferimento do registro das candidaturas, motivado pela rejeição de contas dos prefeitos eleitos, quando em exercício de mandatos anteriores, seja pelo Tribunal de Contas da União (TCU), seja pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou câmaras municipais. Entre indeferimentos de registro há também casos de condenação de candidatos eleitos que em mandatos anteriores foram processados por improbidade administrativa. Ao eleitor, que há menos de um ano escolheu, votou, ganhou, mas não levou, resta o desalento: em Minas, houve crescimento da abstenção em todos os processos eleitorais extemporâneos.
No estado de Minas, só este ano, em média, a cada quatro dias foi apresentada uma ação de cassação de prefeito. Já foram realizadas novas eleições em oito cidades: Canaã e Ervália (Zona da Mata), Campo Florido (Triângulo), Santa Rita de Minas (Rio Doce), Cristiano Otoni e Alvorada de Minas (Central), Guaraciama (Norte) e São Bento do Abade (Sul). Mas há outras 31 onde os eleitos enfrentam pendências com a Justiça Eleitoral ou mesmo vivem um tumultuado processo de afastamento e posterior retorno, com a revisão das sentenças em instância superior, o que traz grande instabilidade às administrações municipais.

Enquanto em 10 cidades mineiras, quem governa é o presidente da Câmara Municipal até a realização de eleições suplementares, em Ipatinga e Timóteo, ambas no Vale do Aço, e em Ibituruna, no Centro-Oeste, os prefeitos eleitos, respectivamente, Sebastião Quintão (PMDB), Dr. Geraldo Hilário (PP) e Chico (PP), governam dependurados em liminares concedidas pelo TSE, uma vez que o indeferimento do registro foi confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG). Há outras 18 cidades em que os prefeitos foram cassados, mas os processos ainda tramitam ou em primeira instância, como é o caso de Guanhães e João Monlevade, em segunda instância ou no TSE.

DESCRÉDITO 
Com o eleitor cada vez mais desalentado por ver afastado o candidato de sua escolha, a abstenção cresceu nas oito cidades mineiras em que houve novo pleito. Em Canaã, que em 2016 registrou um comparecimento de 90,33%, na eleição suplementar realizada no domingo passado foram às urnas 87,16% do eleitorado. Também em Campo Florido, a abstenção cresceu de 12,63% para 16,79%; e em Santa Rita de Minas, de 13,4% para 18,4%.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bruno Wanderley Reis, a banalização do instituto da cassação e a judicialização do processo eleitoral – com grande incidência de situações em que a vontade popular é anulada pelos tribunais – aumenta o descrédito do eleitor em relação à política e às instituições. São sobretudo situações que poderiam ser evitadas caso o julgamento do registro das candidaturas tivesse transitado em julgado antes das eleições.

sábado, 8 de julho de 2017

Literatura

"Dom Luciano, especial dom de Deus"
Extensa obra da escritora Margarida Drumond de Assis,trata da abertura de uma janela para o conhecimento da vida de dom Luciano Mendes de Almeida (1930/2006), considerado um dos bispos mais influentes da Igreja Católica no Brasi em sua época, e sua caminhada na Igreja, desde 1947, com sua entrada na Companhia de Jesus (Jesuítas), até 2008, no segundo aniversário de seu falecimento.  No tocante à vida eclesial, é importante ressaltar que a obra mostra um período dos mais significativos da Igreja no Brasil, desde a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1952, do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), em 1955, passando pela realização do Concílio Vaticano II e o pós-Concílio, acompanhando os pontificados de Pio XII a Bento XVI 

Futebol amador

Time do "Estamparia", do bairro Floresta em decisão no estádio Procópio Teixeira
Da esquerda para a direita 
Em pé: Zaca (José Geraldo Azarias), Cutinga (José Henrique Penizolo), Marco Pelado (Marcos Carvalho Lima), Nica (Mauro José Zancanella), Paulinho Dedega, Geraldo (Geraldo Bassoli), Betinho (Luiz Alberto Borges),  Moacir, (Moacir Alves de Souza ), Adilson Cueca (Adilson Ribeiro), Gerson Py (Gerson Daniel), Roque, Márcio Goda (Marcio Aparecido Zancanella), Sr Niquinha (Antonio Bassoli);
Agachados: Marco Morais, Trindade, João Batista (João Batista de Souza), Budeia (Paulo Cesar Daniel), João Grilo (João Carlos de Souza), Itamar Boi (Itamar Daniel), Luiz Cláudio e Manoel Santana.

Literatura

"Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção"
A obra, escrita pela jornalista mineira, Margarida Drumond de Assis, registra a humilde origem de padre Antônio Ribeiro Pinto, nascido em 1879, em Rio Piracicaba, que se destacou como Padre Antônio de Urucânia, pelas bênçãos naquela cidade, de 1947 até 1963, quando ele faleceu. O livro registra também o empenho dele para ordenar-se sacerdote em Mariana, e sua vida nas paróquias por onde passou. Escrito em 24 capítulos, o livro além de apresentar a biografia de Padre Antônio Ribeiro Pinto, toda documentada com testemunhos de membros do clero e de leigos, além de pesquisas em documentos diversos como no próprio Museu que tem o nome dele, mostra que a memória de Padre Antônio é lembrada com muito amor, ainda hoje, sendo infindável o número de devotos não apenas em Urucânia.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Célia e Celma

Célia Mazzei e Celma Mazzei, irmãs gêmeas, nasceram em Ubá-MG, em 02 de novembro de 1952. Filhas do fotógrafo e ex-músico Celidonio Mazzei, que era músico e tocava bombardino na banda de rua local. Na Rádio Educadora de Ubá, no programa “A Hora do Guri”, as meninas cantoras se tornaram a grande atração, cantando ao vivo os “jingles” do refrigerante Ubaense, o "Abacatinho". 

Em 1987, gravaram o primeiro disco solo. Em novembro de 1990, Celia & Celma interpretaram personagens também cantoras, Luminada e Luminosa, na novela Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete. Em 2004  contracenaram com o Ronald Golias (1929/2005) no humorístico “Meu Cunhado”, do SBT, poucos meses antes do seu falecimento. Elas já produziram, apresentaram e dirigiram seu próprio programa de TV, transmitido pelo Canal Rural de abril de 1998 a abril de 2007.

Literatura

“Dom Lara: Vida de Amor, Testemunho de Caridade”
A escritora Margarida Drumond de Assis, mineira de Timóteo, radicada em Taguatinga, no Distrito Federal, traz a público seu novo livro, que é um documentário biográfico sobre a vida e obra do bispo Emérito Dom Lelis Lara, da Congregação Redentorista - Província do Rio de Janeiro. A obra insere o leitor também no conhecimento sobre os Redentoristas e a história da Diocese de Itabira - Cel. Fabriciano, Igreja particular na qual Dom Lara atuou por 25 anos como Bispo Auxiliar e Bispo Diocesano, na prática de seu lema episcopal – “A caridade tudo crê”.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Futebol amador

Tradicional Sport Club Floresta, de Juiz de Fora, foto gentilmente cedida pelo Sr Betinho (Roberto Mateus de Oliveira).
Da esquerda para a direita 
Em pé: Baiano (Antonio de Souza), José Tagliate, Armindo Pereira, Manoel Morais, Chumbinho (Wilson Maíne), Gilberto (Gilberto Gomes de Oliveira) e Pedro Morais; Agachados: Sílvio Moreira, Lodô (José Morais), Dr Iquim (Theodorico de Assis), Lulu, Sidoca Bellei e José Maíni.

- Baiano (Antonio Ricardo de Souza), irmão do falecido sr Borracha (José Rufino de Souza) e tio do João Grilo (João Carlos de Souza);
- José Tagliate, pai do Paulo Tagliate;
- Manoel Morais, pai do Alan Morais, Manoel Morais Filho, Jacó Morais, Elias, Morais, Messias Morais e David Morais;
- Chumbinho (Wilson Maíne) e José Maíni, irmãos do saudoso Sr Didi (Edson Maíni) e tio do Sandrerlei Maíni (Lelei);
- Gilberto Gomes de Oliveira, pai do  Sr Betinho (Roberto Mateus de Oliveira) e avô do Julinho;
- Pedro Morais e Lodô (José Morais), irmãos do Manoel Morais e tios do Alan e demais irmão;
- Sílvio Moreira, pai do Léo Moreira;
- Dr Iquim (Theodorico de Assis) que na época era o dono da Fábrica da Floresta e dono do time.
- Sidorca Bellei, da tradicional família Bellei da fazenda Passos da Pátria,
- Lulu (Reidimar Lemos), tio do Rafael Lemos.

Literatura

"Silvio Santos – A Trajetória do Mito"
Nascido no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1930, Senor Abravanel começou a trabalhar aos 14 anos de idade como camelô. Pouco tempo depois, ingressou no rádio e, mais tarde, na televisão, onde se tornou sinônimo de domingo. Formou um grupo empresarial bilionário, com milhares de empregados em todo o Brasil. Tentou ser prefeito, governador e até presidente. Cercou sua vida pessoal de mistérios, cultivados pela distância que mantém dos repórteres. Mesmo assim, ao longo da carreira, já causou polêmica ao opinar sobre diversos assuntos: de empreendedorismo até homossexualidade, passando por economia, sexo, drogas e política. Na obra, o jornalista, historiador e biógrafo Fernando Morgado conta toda a trajetória do animador e empresário através de um formato inédito, que combina textos ágeis, declarações dadas por Silvio ao longo das últimas seis décadas e uma completa linha do tempo. Cada capítulo revela uma faceta especial: seu tino para os negócios, sua longa carreira artística, seu estilo próprio de comandar o SBT, sua meteórica trajetória política e sua reservada vida pessoal, combinadas, compõem a figura de um mito, uma verdadeira marca da comunicação no Brasil

Valério Luiz de Oliveira (1962/2012)

Valério Luiz de Oliveira foi morto a tiros em 05 de julho de 2012, depois de deixar os escritórios da Rádio Jornal 820 AM (atual Rádio Bandeirantes). Um motoqueiro estava à espera de Valério Luiz na entrada da emissora quando o jornalista saía. Valério tentou fugir, mas seu carro colidiu com outro veículo que estava estacionado na rua. Após o acidente, o assassino (pistoleiro de aluguel, de acordo com os autos) em seguida disparou sete tiros na janela do lado do motorista do veículo do jornalista. A polícia e testemunhas dizem que Valério foi atingido por entre quatro e seis dessas balas, durante a condução, bateu em um carro estacionado, e morreu pouco depois.De acordo com seu pai, Mané de Oliveira e seu filho, Valério Filho, ele, havia recebido ameaças de morte constantemente, por críticas, que ele fazia à diretoria do Atlético Goianiense, clube para o qual, ironicamente, era torcedor, e de que estava proibido frequentar as dependências do clube.

Outros casos
A morte de Valério Luiz de Oliveira marcou a quinta morte de um jornalista no Brasil apenas em 2012, após o assassinato de Décio Sá (Estado do Maranhão); Paulo Souza Filho (Simões Filho-BA), Paulo Rocaro (Ponta Porã-MS), Mario Randolph Marques Lopes (Rio de Janeiro).

Literatura

"Silvio Santos: Vida, Luta e Glória"
Biografia em quadrinhos do "homem do baú", que foi ilustrada por Sérgio M. Lima, escrita por Rubens Francisco Lucchetti e lançada em 1969 pela editora Prelúdio. A HQ, que teve um exemplar reencontrado recentemente, mostra em detalhes a história de Silvio até aquela época, dos tempos de camelô a dono de um império midiático.  Ler a obra é como entrar numa máquina do tempo. Por meio dela, é possível ter noção da surpreendente longevidade do sucesso de Silvio Santos, que dura mais de meio século. Em suas páginas, vemos o início humilde do apresentador, que, quando criança, já se interessava pelo carisma e a capacidade que os vendedores ambulantes tinham para prender atenção do público nas ruas do Rio de Janeiro. Logo, ele próprio se tornaria um camelô, vendendo canetas para ajudar a completar o orçamento familiar. Por conta disso, Silvio quase foi preso _episódio mostrado na HQ.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Luciano do Valle (1947/2014)

Luciano do Valle Queiroz nasceu em Campinas-SP em 04 de julho de 1947 e morreu aos 66 anos, em 19 de abril de 2014 em Uberlândia-MG. Filho do comerciante Rubens do Valle e da professora Tereza de Jesus Leme do Valle, iniciou sua carreira profissional aos 16 anos, como locutor na Rádio Educadora AM de Campinas, atual Rádio Bandeirantes Campinas e, pouco depois, se transferiu para a Rádio Brasil AM, também de Campinas.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Literatura

Noé Santiago: política, cachaça e legado
A obra aborda a história familiar e política do fundador da cachaça Canarinha, uma das mais famosas marcas artesanais do mercado brasileiro, produzida em Salinas, no Norte de Minas.  A autora do livro é a jornalista Pérola Oliveira Santiago, neta de Noé Santiago Soares (1939/2008), que era neto de Anísio Santiago (1912/2012), fundador da cachaça Havana. A jornalista conta com riqueza de detalhes, em 184 páginas, uma tradição familiar da região, que é a fabricação de cachaça artesanal. Pérola Santiago é prima do escritor Salinense, Roberto Carlos Morais Santiago autor do livro "O Mito da Cachaça Havana-Anísio Santiago". A cachaça Canarinha foi fundada em 1988, ano da promulgação da Constituição Federal vigente no Brasil.