sábado, 21 de outubro de 2017

Literatura

"1499 - O Brasil Antes de Cabral"
Se você acha que a pré-história brasileira não passou de um interminável marasmo, povoado por pequenas tribos de índios nus que viviam em ocas rudimentares e assavam lambaris no espeto para o jantar, está na hora de ler este livro. Um conjunto impressionante de novos estudos arqueológicos tem revelado que o Brasil anterior à chegada de Cabral, longe de ser um vazio primitivo, tinha populações densas, tradições artísticas vibrantes e "super-aldeias" que mais pareciam cidades em plena Amazônia. Nestas páginas, você vai acompanhar toda a saga dos primeiros povoadores deste pedaço da América do Sul, da chegada a um continente então dominado por dentes-de-sabre e tatus gigantes ao surgimento de sociedades complexas e construtoras de grandes monumentos.

Futebol amador

Time do Vasquinho (bairro Floresta)
Em pé, da esquerda para a direita: José Reis (treinador), Helinho (Hélio Gonçalves), Cocada (Luiz Gonzaga Azarias), Brandão (Júlio Zancanelli), Nica (Mauro José Zancanelli), César (Cesar Moreira) e Gabiroba (Luiz Antonio Carbogim); 
Agachados, da esquerda para a direita: Diquinho (Éder Lemos), Betinho (Luiz Alberto Borges), Doca (Gabriel Custódio), Lelei (Sandrerley Maini) e Bico Doce (Neldimar Nascimento).

Literatura

"Síndrome da Alienação Parental - Importância da Detecção - Aspectos Legais e Processuais"
A Síndrome da Alienação Parental é um distúrbio da infância caracterizado pela doutrinação do menor, usualmente por parte do genitor guardião, a fim de alienar o outro progenitor da vida da criança. Esta obra busca desvendar esse fenômeno, abordando primeiramente os aspectos essenciais da família e a importância de manter a prole em contato permanente com ambos os genitores, mesmo após separados. Em seguida, adentra no estudo da Síndrome da Alienação Parental, seus critérios de identificação, estágios, consequências e tratamentos. Por fim, realiza a análise da Lei da Síndrome da Alienação Parental – Lei 12.380/2010, comentada artigo por artigo, e sua aplicação nos tribunais. Escrita por autores com larga experiência no Direito de Família, a obra visa contribuir para a compreensão dessa síndrome e da lei que a combate, para uma aplicação prática mais esclarecedora e eficaz no Judiciário.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ataulfo Alves de Souza Júnior

Filho do compositor Ataulfo Alves de Souza, herdou do pai o tradicional lenço branco que foi sua marca registrada. Seu grande sucesso, Os meninos da Mangueira, foi gravado em 1976, composição, criada por Sérgio Cabral e Hildo Hora. Com 40 anos de carreira, gravou cerca de 20 discos. Ganhou inúmeros troféus e se apresentou em Portugal e na Espanha. Defensor da MPB, participou com grande sucesso de importantes programas de televisão e rádio.  Morreu de infarto, ao lado da sua esposa, no apartamento em que morava, no Rio de Janeiro, neste domingo, 15/10. O enterro do sambista ocorrerá no jazigo da família, no Jardim da Saudade, em Sulacap.

domingo, 8 de outubro de 2017

Literatura

“A falência da res publica – ensaios e artigos em busca do tempo perdido”
Coletânea de artigos de Gastão Reis Rodrigues Pereira publicados nos jornais O Globo, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo, Tribuna de Petrópolis, Diário de Petrópolis e em alguns periódicos institucionais, bem como alguns artigos inéditos, entre 1991 e 2017, onde ele dá verdadeiras aulas de história e ciência política e procura demonstrar a superioridade institucional dos regimes parlamentaristas monárquicos sobre os republicanos, com lógica irrefutável, conhecimento histórico, visão de futuro e sobretudo amor pelo Brasil.   São 120 artigos divididos em Política & Instituições, História, Economia & Indústria, Empreendedorismo, Personalidades e Diversos, cada artigo é uma lição de como a boa argumentação aliada ao humor sutil e refinado deixam pouco espaço para tergiversações. Nenhuma das soluções simples e erradas apresentadas por governos populistas fica em pé depois de lido A falência da Res Publica.   A importância dessa obra consiste em fazer o leitor constatar o que já fomos no período imperial, poderíamos ter sido desde então, não somos e que ainda poderemos ser, se começarmos a ver as coisas como o autor as entende e explica.

Transporte coletivo urbano

12,72%
O prefeito de Juiz de Fora autorizou o aumento na tarifa do transporte coletivo de 2,75 para 3,10 (12,72%). Um absurdo para o momento de recessão que vivemos.

Os empresários estão fazendo circular uma matéria paga com a cantilena de sempre.
As comparações com as tarifas de outros cidades não faz sentido por vários fatores. Não vivemos nelas e sim aqui em Juiz de Fora. Aqui temos mão-de-obra qualificada, sindicatos fracos (alguns abrigos de pelegos) e salários baixíssimos. O serviço prestado não é compatível com os valores praticados.

O salário minimo, segundo o governo do pmdb (mesmo partido do prefeito de Juiz de Fora), passará dos atuais 937,00 para para 969,00 (3,46%).

O "NOVO" e o "VELHO"
Hoje se afirma, e temos elementos suficientes que comprovam essa afirmativa, de que o governo do "NOVO" do PMDB é tão ruim quanto o do "VELHO". Com esses valores absurdos assinados pelo governo do "NOVO" para o aumento da passagem de ônibus, fica comprovado que o governo do "NOVO" é pior que o do "VELHO", e eu explico:
No governo do "VELHO" se dizia que ele era rancoroso, brigava com as principais lideranças da cidade, não permitiu o surgimento de novos líderes, pensava pequeno, não permitia que a cidade crescesse e evoluísse. Pode ser que tudo isso seja verdade. Mas um fato merece ser destacado. Na verdade, dois:
Nas vezes em que se tratava do reajuste da passagem, duas planilhas eram apresentadas, uma das empresas e outra dos tecnocratas. Ele não seguia nem a maior e nem a menor, fazia a média e autorizava um valor intermediário. Isso inclusive se deu em final de mandato. Outra, é que jamais se teve notícia de que ele recebera dinheiro de empreiteiras para suas campanhas.
O que se lamenta disso tudo que Juiz de Fora, aquela cidade bela de outrora, hoje está feia, mal cuidada, suja (isso inclui a falta de zelo de parte da população). Ruas esburacadas e políticos que só visam as próximas eleições. Jamais as próximas gerações. A descrença é gigantesca, a falta de zelo com a cidade, que nós tanto gostamos, é visível. Juiz de Fora carece de gestores do nível de Itamar Franco e Mello Reis. Custódio Mattos tentou, deu sinais de que poderia ser incluído nesse rol, mas sempre que assumia, encontrava a cidade destruída por aventureiros, achincalhada. Acrescenta-se a isso que ele, na última administração, se cercou de alguns assessores, em cargos estratégicos, que comprometeram a gestão

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Literatura

"A Bola e o Grito da Emoção"
A obra é um relato década a década da trajetória da narração esportiva no rádio. Os autores contam com detalhes e depoimentos de profissionais, a trajetória e evolução da locução esportiva no veículo radiofônico brasileiro, que em quase 100 anos de história foi o único meio de comunicação a acompanhar nossa seleção em todas as copas do mundo. Como se trata da narração esportiva brasileira, a obra gira em torno de uma paixão nacional em comum: o futebol.

Desde seu surgimento em 1922, em um momento de intensa revolução industrial e cultural, passando ano após ano, contando os principais eventos do esporte nacional como a conquista da seleção verde e amarela dos cinco campeonatos mundiais, o livro traz à público importantes depoimentos e curiosidades sobre os bastidores da embrionária transmissão e como ela se desenvolveu ao longo das décadas. Fruto de um trabalho acadêmico, os autores Hugo Pereira e Hélio da Silva buscaram juntos em um trabalho incessante e investigativo, fontes que pudessem acrescentar detalhes e curiosidades dessa que é uma parte crível de nossa história, o quanto o rádio e o futebol são até hoje tão participantes no cotidiano de brasileiros e brasileiras.

Além dos relatos esportivos, a obra literária traz à tona a intensa participação do rádio em um tempo em que não existia televisão, computadores e muito menos a internet, no qual o meio era tido como uma importantíssima ferramenta de difusão cultural e política. Lemos em cada um de seus capítulos, informações preciosas de como surgiu a primeira propaganda veiculada em um meio de comunicação eletrônico, a participação da imprensa em tempos de guerra e de conflitos civis e os bastidores da radiotransmissão em uma época disposta de pouquíssimos recursos.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Catedral Metropolitana

Arquidiocese de Juiz de Fora
A Catedral Metropolitana de Juiz de Fora é a sede da Arquidiocese de Juiz de Fora, cuja jurisdição abrange 37 municípios da Zona da Mata e templo oficial do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira. A Catedral está sob a administração do pároco e vigário geral da Arquidiocese, o Monsenhor Luiz Carlos de Paula; de quatro vigários paroquiais, os padres Antônio Pereira Gaio, Danilo Celso de Castro, Fransérgio Garcia e Welington Nascimento de Souza; dois diáconos permanentes, Ruy Figueiredo Neves e Waldeci Silva.

A Catedral possui estilo romano e tem capacidade para 1.500 pessoas, sendo 700 sentadas. Possui seis altares laterais (Nossa Senhora de Fátima, São Francisco, Santa Monica, Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria, Nossa Senhora do Carmo), além do altar-mor. No altar-mor, há três imagens: a do padroeiro, Santo Antônio, Maria e São José. Um painel de mármore que retrata a morte de Santo Antônio enfeita o local, junto com desenhos de trigo e uva. A Igreja possui uma imagem de “Santo Antônio Fujão”. Segundo a tradição popular, esta imagem desaparecia da capela e, a cada dia, ela aparecia em uma residência diferente, pois todos queriam tê-la em suas casas, daí o nome de fujão. 

Túmulos
Abaixo do altar, existe uma capela subterrânea onde há alguns túmulos que antes abrigavam os restos mortais dos bispos. Hoje, ela se encontra vazia. No chão das laterais direita da igreja há dois túmulos, um com os restos mortais de Dom Justino José de Sant’ana (primeiro bispo de Juiz de Fora) e o outro está vazio. Segundo a tradição, o túmulo vazia é para sepultar o bispo que venha a falecer no exercício do bispado.

Após Dom Justino José de Santana, os demais bispos de Juiz de Fora que faleceram, já não encontravam no exercício do bispado. Dom Geraldo Maria Morais Penido que foi bispo de 1958 a 1977, faleceu em Aparecida-SP, aos 84 anos, em 15 de novembro de 2002; Dom Juvenal Roriz, bispo de 1978 a 1990, faleceu em Goiás, aos 74 anos, em 13 de dezembro de 1994 e Dom Clóvis Frainer, bispo de 1991 a 2001, faleceu em Caxias do Sul-RS, aos 86 anos, em 04 de abril de 2017.

Literatura

"Murílio Hingel o Professor que Fez Escola"

A obra narra a trajetória política e a carreira docente do ex-professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e ex-Ministro da Educação, Murílio de Avelar Hingel. Idealizado e produzido pelos jornalistas juizforanos Geraldo Lúcio de Melo e José Eustáquio Freitas, o livro reúne depoimentos que registram as obras de Murílio Hingel como professor, Secretário de municipal de Cultura, Ministro da Educação e Secretário Estadual de Cultura. 

Segundo os idealizadores, o livro é uma homenagem a Murilio Hingel. Tanto Geraldo quanto Eustáquio trabalharam, em momentos diferentes, como assessores de imprensa do político. Para Geraldo, que o auxiliou enquanto Ministro da Educação do governo Itamar Franco (92/94), a obra é, antes de tudo, um registro histórico do trabalho de Murílio Hingel. 

O livro é composto por depoimentos de pessoas que trabalharam com ele na Secretaria de Cultura de Juiz de Fora, e por assessores, que o acompanharam ao longo da carreira política nacional e estadual. São relatos de quem conheceu de perto o trabalho do ex-ministro, como o diretor do Fórum da Cultura, José Luiz Ribeiro, José Eustáquio Romão, o bispo Don Mauro Morelli e o ex-ministro Mauro Durante.

No período em que lecionou na UFJF, Murilio foi diretor da Faculdade de Filosofia (onde liderou um movimento para a compra do prédio da faculdade), diretor da Faculdade de Educação e presidente da Câmara de Educação do Conselho universitário. Além disso, foi diretor fundador do Colégio de Aplicação João XXIII. Em seu mandato como Ministro da Educação, trabalhou junto ao então presidente Itamar Franco para viabilizar a compra do Cine Theatro Central pela UFJF e também em sua restauração. 

Ainda como Ministro, proporcionou o restauro no prédio do Forum da Cultura e do Centro de estudos Murilo Mendes. Além disso, foi o responsável pela vinda do acervo do escritor para Juiz de Fora. Quando desempenhava a função de Secretário da Cultura de Itamar Franco no governo de Minas (98/2002), Murílio Hingel trabalhou para a restauração da Instituto Estadual de Educação (Escola Normal) e do colégio Delfim Moreira.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Medalha Mérito Legislativo

Maria das Graças de Oliveira Almeida (Tota Meneghel)
Nascida em Santos Dumont, a "Terra do pai da aviação", em 26 de março de 1951, filha de Ignácio Felisberto de Almeida (1915/1973) e Marianna de Oliveira Almeida (1918/1989).
Tota - quando nasceu seu irmão Marquinho, ainda pequeno, não conseguia falar seu nome e a chamava de Tota, o apelido pegou.
Meneghel - Em 1981 começou sua trajetória no rádio Sandumonense, quando foi contratada pelo dono da Rádio Serra Azul FM, Peter Chaves, para ser gerente da emissora. Dez anos depois assumiu o programa "Sertanejo Classe A", quando o locutor do programa Carlos de Souza foi para o rádio de Juiz de Fora. Foi nessa época que ganhou o complemento do nome. Durante o programa "As preferidas do Barão" o Peter brincou dizendo, "a Globo tem a Maria da Graça, a Xuxa Meneghel, aqui na Serra Azul nós temos a Maria das Graças, a Tota Meneghel" e assim o nome artístico pegou.
Em 2000 o Deputado Luiz Fernando Faria arrendou a Rádio Cultura AM e nessa época a Tota já estava fora da Rádio Serra Azul, que havia sido vendida. O Rodrigo Correa de Sá, que era o gerente da emissora, a  convidou para fazer o programa sertanejo na mesma linha que fazia na Serra Azul: de manhã, um programa sertanejo, que permanece no ar até os dias atuais.
Tota Meneghel é uma comunicadora muito querida pelos ouvintes e respeitada pelos anunciantes.
Torcedora do Botafogo e da da escola de samba da Biquinha, na década de 1960 Tota se deslocava para Juiz de Fora para assistir jogos do Botafogo de Garrincha contra o Tupi e Tupynambás.
Hoje, quinta-feira, 28 de setembro, Tota Meneghel, recebe, com merecimento, a Medalha Mérito Legislativo "Senador José Vieira Marques", pelos relevantes serviços prestados à comunidade Sandumonense, numa solenidade, certamente, muito concorrida e prestigiada por parentes, amigos e ouvintes.
Com quase 30 anos de profissão atuando na radiodifusão, sendo a companheira de todas as manhãs do povo de Santos Dumont e região, Tota Menheghel é gente do povo.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Literatura

 NO PAÍS DO FUTEBOL, CIDADE SEM MEMÓRIA: A HISTÓRIA FUTEBOLÍSTICA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES


A necessidade de se resgatar uma bela história que se apagava com o passar dos anos fez com que esta obra, DE AUTORIA DO JORNALISTA ariatides Leo Pardo, fosse escrita para deixar como subsídio para as próximas gerações, um pouco do passado futebolístico desta cidade que um dia foi chamada pelo então presidente Getúlio Vargas de "Espelho do Brasil."


Novos distritos

                     Caeté, Humaitá, Monte Verde, Penido e Valadares
A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e a Fundação João Pinheiro (FJP) assinaram na última terça-feira, 26/09, um contrato para realização de levantamento de dados e estudos geográficos sobre os povoados de Caeté, Humaitá, Monte Verde, Penido e Valadares. Objetivo é transformar as localidades, caso se confirme os critérios exigidos, em distritos. 

Critérios
As localidades precisam possuir, no mínimo, 200 eleitores, 50 moradias e uma escola pública.

Considerações
Louvável a intenção em transformar esses lugarejos em distritos, mas o fato a lamentar é que um dos três distritos existentes, Sarandira (os outros dois são Rosário de Minas e Torreões), fundado antes mesmo de Juiz de Fora, encontra-se abandonado pelo poder público, com ruas esburacadas, falta de infraestrutura e com a estrada que liga a sede do distrito até a BR 267 (13 KM) ainda não foi contemplado pelo asfalto e nem há projeto nesse sentido.

Literatura

 “Memórias de um ponta à esquerda”

A obra, escrita por José Roberto Padilha (Zé Roberto), reúne 43 crônicas com relatos de experiências no campo esportivo, percepções de política e sociedade. Natural de Três Rios-RJ, o ex-atleta e jornalista, que foi tetracampeão carioca pelo Fluminense, com um dos títulos juvenil, e também conquistou duas Taças Guanabara. Iniciou carreira no América de Três Rios, atuou no Fluminense, Flamengo, Santa Cruz, Goytacaz, Americano, Marília e Bonsucesso. Ao todo, o escritor já publicou sete livros, entre eles “Futebol: A dor de uma paixão”, “À Beira de um gramado de nervos”  e "Crônicas de um ex-jogador de futebol".

domingo, 17 de setembro de 2017

Aniversariante do dia

Carolina de Assis Repetto, dona Lilina (foto), que comemora 97 anos hoje, 17 de setembro

Primeira aviadora de Minas Gerais, dona Lilina recebeu o brevê em 1939, quando tinha 19 anos. Durante o curso de pilotagem conheceu Roberto Repetto, outro adepto dos aviões, com quem se casou e teve nove filhos: Beatriz, Marcelo, Renato, Ana Maria, Luiz Roberto, Madalena, Carlos, Lalu e Julia. Depois vieram os netos e os bisnetos. 

Há vários anos residindo na Florestinha, região nobre do bairro Floresta, dona Lilina projetou boa parte das casas do condomínio, o que repercutiu com destaque em revistas especializadas em arquitetura.

A única escola do bairro Floresta, E.M. Carolina de Assis é uma homenagem a avó de dona Lilina, que foi casada com Francisco Ribeiro de Assis. Dessa união, o casal Francisco/Carolina teve vários filhos, inclusive, Theodorico Ribeiro de Assis, criador/fundador da Fábrica de Tecidos São João Evangelista, a tradicional "Fábrica da Floresta".

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Literatura

"A Caixa Mágica - Histórias de Vida Pelas Ondas do Rádio"
Comemorando 50 anos de carreira, o autor, o radialista Fernando Mansur, mineiro de Ponte Nova, na zona da mata mineira e conhecido locutor-apresentador, lançou um livro híbrido: articula teoria e história do rádio com autobiografia, num registro que simula a própria forma dos programas de rádio, já que ele se apresenta como MC - mestre de cerimônia. Com depoimentos de locutores, apresentadores, produtores musicais e músicos como Martinho da Vila, Ivan Lins, Lenine e tantos outros.  o livro é dividido em dois momentos. O primeiro é baseado na sua tese de doutorado, com uma profunda pesquisa sobre a história do rádio e seus personagens. Mas para não ficar com muita cara de linguagem acadêmica, Fernando foi transformando o projeto em uma leitura mais fluente.  Em seguida, com ajuda de amigos, o locutor percebeu que poderia fazer da obra também um espaço para homenagear o veículo que sempre esteve presente em sua vida.

Natal

Quais são os países que proíbem o Natal?

No Tajiquistão, árvores de Natal e roupa de Papai Noel são proibidas; na Arábia Saudita, qualquer sinal de celebração é vetado.

O Natal é uma das celebrações mais difundidas no mundo, mas não é vista com bons olhos em todos os lugares.
Em alguns países, as celebrações natalinas são reguladas ou totalmente proibidas.
Em outros lugares a compra e venda de certos produtos e até as reuniões familiares são limitadas.
O país que mais recentemente entrou na lista dos que proíbem a festividade é o Tajiquistão, na Ásia central. Nesta semana autoridades do país anunciaram que endurecerão as restrições para a celebração do Natal.
O Tajiquistão é uma república faz fronteira com o Afeganistão ao sul, com a China ao leste, com o Quirguistão ao norte e com o Uzbequistão a oeste. O governo proibiu as seguintes tradições natalinas:
Árvores de Natal (naturais ou artificiais)
Fogos de artifícioComidas natalinas
Troca de presentes
Arrecadação de dinheiro
Fantasia de Papai Noel
A religião muçulmana é maioria no país e cresce desde que o Tajiquistão se separou da União Soviética em 1991.

Outros países
Em Brunei, no sudeste asiático, proibiu-se o uso em público de gorros de Papai Noel ou qualquer outro tipo de indumentária relacionada.
As pessoas não muçulmanas são autorizadas a celebrar o Natal, desde que não em público.
O Islã é a religião oficial do país e o sultão é o chefe religioso neste reino, que faz fronteira com a Malásia.
Como ocorre anualmente, a Arábia Saudita emitiu uma regulamentação anual que proíbe "sinais visíveis" da celebração do Natal.
Tanto muçulmanos como visitantes não podem participar da celebração. O governo determina que todos devem se orientar pelo calendário lunar e não pelo gregoriano.
Na Arábia Saudita também é proibida a celebração do Dia das Bruxas.
Em 2012, 41 cristãos foram detidos pela polícia religiosa árabe acusados de "conspirar para celebrar o Natal".
Enquanto isso, na China, onde convivem a abertura ao capitalismo de mercado e a proteção das tradições, há zonas onde as festividades natalinas seguem vetadas.
Uma das cidades onde a celebração é proibida é Wenzhou (na China oriental), cuja prefeitura vetou todas as celebrações natalinas nas escolas e nos centros comunitários.
Natal entre refugiados
O Natal é celebrado com moderação no Iraque e na Síria, locais onde aumentaram os ataques a centros de culto cristãos desde que a guerra civil se agravou.
Um grupo de voluntários chegou a ir ao Iraque para celebrar com os cristãos que vivem em campos de refugiados.

sábado, 2 de setembro de 2017

Literatura

"Tancredo Neves, o príncipe civil"
Silencioso nas articulações, estrondoso na tribuna, mestre da conciliação, Tancredo Neves se tornou o símbolo da redemocratização brasileira. Em seus cinquenta anos de vida pública, o político mineiro participou dos momentos mais importantes da história do Brasil. Foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas em 1954, apoiando o presidente até o trágico fim. Primeiro-ministro da experiência parlamentarista de João Goulart em 1961. Líder do governo, senador e governador de Minas Gerais. Nos 21 anos de resistência pacífica ao regime militar, costurou a derrocada da ditadura em 1985 aceitando eleger-se presidente, ainda que sob regras não democráticas. Foi internado em estado grave às vésperas de assumir o poder. Sua morte estarreceu a população Eles não o deixaram tomar posse , repetia-se pelas ruas enquanto passava o cortejo fúnebre , porém seu legado conduziu o Brasil de volta ao caminho da democracia. Além de uma biografia, a obra é uma grande reportagem sobre a política brasileira.

Nossa Senhora Aparecida - 300 anos

Há 300 anos, uma pescaria se transformou num dos fatos mais importantes do catolicismo brasileiro.

Atentos à ordem da Câmara de Guaratinguetá de obter o máximo possível de peixes para recepção do novo governador, três pescadores - Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves - jogaram as redes no Rio Paraíba. Passaram horas sem nada conseguir até que, no Porto Itaguaçu, pescaram uma imagem de barro decapitada. Em seguida, encontraram a cabeça de Nossa Senhora da Conceição. Minutos depois, já havia tanto peixe que mal conseguiam carregar. Décadas depois, a escultura negra de 37 centímetros se tornaria um dos símbolos do País e, já como Nossa Senhora Aparecida, ganharia do papa Pio XI em 1930 o título de Padroeira do Brasil.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Literatura

 "Barão de Guaraciaba - Francisco Paulo de Almeida : Um Negro No Brasil Império - Escravagista"
Nascido no ano de 1826, Francisco Paulo de Almeida era filho de uma escrava e teve seu nome apagado da história. Quais as razões do silêncio em torno da vida desse homem sem bens de raiz, em um período e espaço considerados restritos e escravistas, que iniciou a vida como ourives, foi tropeiro, pertenceu à oligarquia cafeeira sendo dono de várias fazendas no vale do Paraíba, foi dono do Palácio Amarelo em Petrópolis e tinha residência no Catete. Ascendeu à nobreza com o título de Barão de Guaraciaba e foi amigo da Princesa Isabel? Tornam-se possíveis indagações do tipo: Quais as relações de poder constituídas por e para os negros que conseguiram ocupar postos, títulos e posições vistas como “próprias” dos brancos? Quais as implicações da posse do título de baronato no Brasil do século XIX? Quais eram as benesses e suas implicações? Quais as especificidades de ser negro e barão no Brasil da segunda metade do século XIX? O que essas considerações nos revelam sobre essa época, sobre seus costumes e relações sociais? Finalmente, o que significou para um negro estar presente nessa alta-roda política e social? Este livro tem como propósito o nascimento desse personagem tão importante no contexto social, político e econômico da época.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Willy Gonser

Morre Willy Gonser, um dos mais importantes narradores do rádio brasileiro
Morreu em Belo Horizonte, nesta terça-feira, 22/08, aos 80 anos, o ex-narrador esportivo, Willy Gonser. Willy Fritz Gonser nasceu em Curitiba em 13 de outubro de 1936. Filho de pai alemão e mãe paranaense, trabalhou nas rádios Marumby, Clube e Curitibana (Curitiba), Paiquerê (Londrina), Gaúcha e Farroupilha (Porto Alegre), Jovem Pan e Bandeirantes (SP) e Nacional e Continental (RJ), nas TVs Paranaense e Gaúcha. Trabalhou na Rádio Itatiaia de Belo Horizonte de 1979 a 2009 como locutor que fazia a cobertura exclusiva de jogos do Atlético Mineiro. Willy cobriu 11 copas do mundo, as de 1962, 1970 e 1974 pela rádio Gaúcha, a de 1978 pela Nacional, e as de 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006 pela Itatiaia, e 06 Olimpíadas. Com a idade avançada o locutor estava com problemas crônicos de voz e foi afastado da emissora. Em 05 de setembro de 2009 decidiu desligar-se da Itatiaia. No dia 06 de junho de 2015, Willy voltou a trabalhar em rádio, só que agora como comentarista, estreando no clássico Atlético x Cruzeiro, na Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Na mesma emissora, Willy Gonser também era diretor de esportes e apresentador do programa Observatório do Esporte. No mesmo ano, Willy anuncia sua saída da rádio, 06 meses após sua contratação.

domingo, 13 de agosto de 2017

Literatura

 “A História é Amarela – Uma antologia de 50 entrevistas da mais prestigiosa seção da imprensa brasileira”

Segunda obra de uma série que pretende explorar o melhor do conteúdo já publicado pela revista do Grupo Abril, o livro traz as 50 melhores entrevistas realizadas e publicadas por VEJA na prestigiosa seção reconhecida pelos leitores como “Páginas Amarelas”, desde as primeiras edições. Coroando o meio século de existência da seção, o best seller reúne personalidades nacionais, como Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque de Hollanda, e internacionais, como Gabriel García Márquez e Bill Gates, atravessando um pedaço da história por meio da mais tradicional forma de expressão humana: o diálogo.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Futebol

Centenário de Belo Horizonte
09 de agosto de 1997, decisão do torneio Centenário de Belo Horizonte

O torneio foi disputado em dois grupos, com quatro clubes cada. 
Grupo A: Atlético, Milan, América e Corinthians. 
Grupo B: Cruzeiro, Flamengo, Oímpia e Benfica.
O Cruzeiro venceu todos os jogos da primeira fase: 4 x 1 Benfica, 1 x 0 Olimpia e 2 x 1 Flamengo. Na outra chave, apenas um jogo não terminou empatado, a vitória do Atlético sobre o Corinthians, por 4 a 2. O Atlético terminou na liderança, com 05 pontos.   América e Milan empataram em 1 a 1, gols de Celso e George Weah. O atacante liberiano era a grande estrela do torneio. Weah foi eleito o melhor jogador do mundo em 1995 e, naquela época, era visto como um dos principais nomes do futebol mundial, ao lado de Romário, Klinsmann, Baggio, Stoichkov, Bastituta e Zamorano. 
Atlético e Cruzeiro, os líderes das chaves, fizeram a decisão. O público não comprou a ideia do torneio, que teve arquibancadas vazias. A final levou a campo apenas 39.095 torcedores. A título de comparação, no mesmo ano, o Cruzeiro colocou 132.834 pessoas no Gigante da Pampulha, na decisão do Estadual contra o Villa Nova.  Nem o Milan, uma seleção com grandes jogadores, atraiu tanto público. O jogo contra o Atléticoo, por exemplo, levou 30.768 torcedoresl ao estádio.  

                            Atlético 2 x 1 Cruzeiro   
Gols: Leandro Tavares e Valdir Bigode (Atlético) e Odair (Cruzeiro)  
Atlético:  Paulo César; Dedimar, Sandro Blum, Luís Eduardo e Dedê; Doriva, Bruno (Neguete), Jorginho (Gutemberg) e Leandro Tavares; Valdir (Hernani) e Marques. Técnico: Emerson Leão 
Cruzeiro: Rodrigo Posso; Ricardo, João Carlos, Odair e Gustavo (Tico); Reginaldo, Marcos Paulo (Donizete Amorim), Cleisson e Geovanni; Roberto Gaúcho (Da Silva) e Fábio Junior.  Técnico: Wantuil Rodrigues.
Fonte: www.em.com.br

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Literatura

“Direto de Paris – Coq Au Vin Com Feijoada” 
A obra relata a trajetória do jornalista, que vive na capital francesa desde 1978. No livro, Milton Blay conta como foi sua chegada à Cidade Luz, o dia a dia da profissão e os maiores desafios que enfrentou durante todo esse período de residência em Paris. O autor revela ainda situações inusitadas, coberturas marcantes e encontros extraordinários.

Segundo Blay, na sua geração o repórter devia se limitar a narrar o fato, a partir daqueles seis paradigmas: o que, quem, quando, como, onde, por quê. Se essas questões não fossem respondidas na abertura da matéria, o lead, era melhor rasgar a lauda e começar tudo de novo.

Em Paris, Milton Blay foi correspondente da revista “Visão”, da “Folha de S. Paulo, das rádios Capital, Excelsior (CBN), Eldorado, Bandeirantes e Band Newws FM, e redator-chefe da Rádio França Internacional. 

Joel Camargo

Joel Camargo - 01º brasileiro no PSG perdeu tudo e teve de vender até medalha da Copa de 1970.

Assim como Neymar, era negro, tratava bem a bola e brilhou no Santos. Mas, após levantar bandeira contra o racismo, morreu pobre, doente e esquecido.
Por sua elegância ao correr com passadas largas, praticamente flutuando sobre o gramado, e ao subir com os braços bem abertos para cabecear, Joel Camargo ganhou o apelido de Açucareiro. Era um zagueiro de técnica privilegiada, talvez o mais habilidoso de sua geração. Embora implacável ao desarmar os atacantes, tinha doçura nos pés. Integrou por quase dez anos o célebre time do Santos de Pelé, foi campeão do mundo com a seleção brasileira em 1970 e, muito antes de Neymar protagonizar a transferência mais cara de todos os tempos, se tornou o primeiro brasileiro a vestir a camisa do Paris Saint-Germain (PSG). Porém, a chegada à cidade luz não teve nenhuma pompa, assim como toda sua trajetória como jogador.

O destino nunca foi generoso com o talento que transbordava de Joel, sobretudo no ano de 1970, que marcou tanto a maior glória da carreira quanto o início de sua derrocada. Ele começou a temporada em alta. Era o homem de confiança do técnico João Saldanha e titular da zaga da seleção. Mas, por interferência da ditadura militar, Saldanha caiu às vésperas da Copa e deu lugar a Zagallo, que barrou o defensor. O Brasil sagrou-se tricampeão no México. Joel nem sequer entrou em campo. Assistiu a todo Mundial do banco de reservas. Apesar da euforia pelo título, encarou o desprestígio como uma humilhação.

Quando voltou, em Santos, o zagueiro gastou o dinheiro da premiação pelo tri na compra de um lustroso Opala vermelho. Na madrugada de 22 de novembro, cinco meses depois da Copa, Joel destruiu o carro ao bater de frente com um poste. Duas mulheres que o acompanhavam morreram no acidente. Ele quebrou o nariz, a clavícula e a perna direita. Ficou quase um semestre inteiro de cama, em recuperação. Condenado a um ano e oito meses de prisão por homicídio culposo, cumpriu pena em liberdade, mas teve seu contrato com o Santos rescindido. Na época, suspeitaram de ele estaria dirigindo embriagado. Joel sempre negou que tivesse bebido naquela noite.  Desde então, magoado, passou a evitar a imprensa. Só levantava voz para se pronunciar sobre uma questão que o fustigava. Foi o primeiro jogador de futebol a se manifestar publicamente contra o racismo no Brasil. 

Paris Saint-Germain
Ao recuperar-se do acidente, estava desempregado, fora do Santos e malvisto pela maioria dos grandes clubes brasileiros. Resolveu, então, no fim de 1971, aceitar uma proposta do recém-fundado Paris Saint-Germain. Longe de ser o clube endinheirado em que se transformou, o PSG acabara de subir para a primeira divisão do Campeonato Francês e amargava as últimas posições na tabela. No elenco, havia uma mescla de atletas amadores e profissionais. O nível técnico era sofrível. E Joel, apesar de zagueiro, chegou com status de campeão do mundo e supercraque para um contrato de sete meses. Sua primeira partida, diante do Bordeaux, foi um choque de realidade.  Jogou ao lado de um líbero amador, que, aos 15 minutos do segundo tempo, marcou um gol contra. O brasileiro percebeu que teria de se virar sozinho. Pegou a bola na defesa, driblou meio time adversário e serviu de bandeja para o centroavante Prost, que desperdiçou a chance com um chute para o alto. Joel perdeu a paciência. Começou a berrar com seus companheiros, prontamente repreendido pelo treinador. Aquele tipo de comportamento, comum entre os boleiros santistas, não era tolerado na França. 

Joel Camargo defendeu o PSG em apenas mais uma partida. A ríspida sinceridade de um atleta habituado a jogar com Pelé e que, de repente, estava cercado de brucutus, fez com que ele colecionasse desafetos durante a curta passagem pelo clube, que o dispensou depois de três meses em Paris.  Na volta ao Brasil, rodou por clubes pequenos, mas rapidamente se desencantou da bola. Aos 29 anos, parou de jogar e mergulhou na bebida. Torrou todas as economias do futebol até perceber que, aos 35, não havia lhe sobrado nenhum tostão. E aí veio uma decisão radical: vendeu todas as medalhas que guardava em casa, incluindo a de campeão do mundo.

O dinheiro da partilha de suas conquistas durou pouco. Falido e com uma filha para criar, se viu obrigado a descobrir outro ofício. Encontrou uma saída como estivador no Porto de Santos. Os dois irmãos que trabalhavam no cais descolaram uma vaga para ele na labuta entre as docas e os navios. Carregava fardos de algodão, café e açúcar. Nas horas de folga, participava das peladas portuárias. O boné enterrado na testa e a barba por fazer disfarçavam a aparência, mas a indefectível elegância de seus movimentos logo aguçou a curiosidade de alguns colegas.

Foram mais de duas décadas de estiva até se aposentar aos 55 anos. Vivia uma rotina pacata em Santos, lutando contra o alcoolismo e o diabetes. Por causa da doença, teve um dedo do pé amputado. Nesta época, havia muito tempo que já não frequentava a Vila Belmiro. Viúvo, recebia amparo da filha e raramente tinha contato com os ex-companheiros de time.

Morreu de insuficiência renal aos 69 anos, em 23 de maio de 2014. Pobre, enfermo e esquecido pelos clubes que um dia se renderam à classe do Açucareiro. Na parede da sala de Joel Camargo, restou a única recordação que conservara dos tempos de jogador: um quadro da mascote da Copa de 70, presente de um torcedor que enxergou a doçura por trás daquele homem que passaria o resto da vida às sombras da amargura.

sábado, 5 de agosto de 2017

Literatura

“Juiz de Fora ao luar” 

Segundo a idealizadora e organizadora da obra, a escritora Maria Helena Sleutjes, esse é um projeto que tem por objetivo divulgar escritores de Juiz de Fora e fazer com que eles possuam um veículo para demonstrar e permitir ao público acesso àquilo que eles escrevem, e esse veículo, segundo Maria Helena, é a Gryphon Edições. O livro reúne 31 textos em 200 páginas, entre contos, crônicas e poemas, de escritores conhecidos pelo trabalho literário, além da Maria Helena, Marisa Timponi, Rosângela Xavier Rossi, Elizabeth Sachetto, Luiz Almeida e Cecy Barbosa Campos, e outros escritores estreantes.

Antologia

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Literatura

"História do Jornalismo Esportivo na TV brasileira"
Na obra, o jornalista Alberto Léo, com mais 40 anos de profissão e falecido em 2016, fez um levantamento inédito e minucioso de todos os grandes eventos e programas de TV do período entre 1950 e 1990, destacando também seus inúmeros e marcantes personagens. Pelas páginas que se seguem, desfilam figuras emblemáticas da imprensa esportiva, tais como Oduvaldo Cozzi, Ary Barroso, Geraldo José de Almeira, Nelson Rodrigues, João Saldanha, Luiz Mendes, entre muitos outros. E histórias curiosas que vão desde os primeiros passos da pioneira TV Tupi até a Rede Manchete, onde Alberto Léo trabalhou por muitos anos. São relatos e depoimentos que retratam um período de ouro da imprensa esportiva na TV e também do esporte nacional e seus grandes ídolos.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Luiz Gonzaga França Carneiro (1946/2017)

Luto
Morre Luiz de França, um dos maiores comunicadores do rádio no Brasil
Morreu no Rio de Janeiro, aos 71 anos, o radialista Luiz de França. França morreu durante a madrugada em sua residência, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Velório sera em Barbacena e o sepultamento está previsto para sábado, às 13 horas na  .

Luiz Gonzaga França Carneiro nasceu em  Barbacena-MG, em  03 de fevereiro de 1946. Filho de Gerônimo e Yvonne, era viúvo de Maria da Penha ( ), com quem foi casado por 45 anos.  Começou sua carreira em sua cidade natal, aos 15 anos de idade, na Rádio Correio da Serra AM, passou por Rádio Barbacena AM, transmitindo bailes de carnaval e comandando programas de entretenimento. Aos 18 anos, participou e venceu o concurso do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, na TV Tupi, e como prêmio tornou-se locutor da TV Tupi e da Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Apresentou programas como Portugal sem Passaporte e Repórter Esso, em substituição a Heron Domingues. Foi dono da Rádio Difusora de Petrópolis com o falecimento de seu tio. Trabalhou por 28 anos no Sistema Globo de Rádio, começando como locutor noticiarista e, posteriormente, comandou férias de colegas até assumir seu primeiro programa, o Show da Noite, tradicional na programação global no ano de 1983. Em 1985 teve uma rápida passagem pela Rádio Globo São Paulo, onde substituiu Ely Corrêa. No mesmo ano, França passou a comandar as tardes da Globo, substituindo Waldir Vieira (que era titular da faixa vespertina e faleceu naquele ano). No ano de 1999 França passou a integrar a Rádio Tupi do Rio, onde permaneceu até meados de 2007, até à sua ida para Rádio Manchete AM 760 e e de 2008 até 2015, ele comandou seu programa na emissora diretamente de sua cidade natal, Barbacena, através de uma linha digital, das 15h às 17h de segunda à sexta. 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Literatura

"Um Show de Radio - A Vida de Estevam Sangirardi"
O livro traz um belíssimo trabalho de pesquisa contando a história de Estevam Sangirardi, um dos maiores profissionais que o rádio já teve. Criador do Show de Rádio, programa apresentado durante trinta minutos, logo após a transmissão ao vivo de uma partida de futebol. Sangirardi e sua equipe encantaram e divertiram os ouvintes durante anos procurando retratar com bom humor aspéctos esportivos, políticos e sociais. Criou personagens inesquecíveis como Didu, o fanático torcedor do São Paulo, Joca, torcedor do Coringão, o bão ou o Comendador Fumagalli e a Noninha, atentos ao jogo do Palestra. Carlos Coraúcci recupera com detalhes saborosos, a história de Sanja, um homem que dedicou sua vida ao rádio e ao humor. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Radiodifusão

Emissoras AM que não participaram do processo de migração AM/FM poderão ter nova chance 
Secretária de radiodifusão do MCTIC disse que novo processo deverá ser aberto a partir do ano que vem 
As emissoras de onda média (OM) que ficaram em dúvida ou não conseguiram cumprir a data na formulação do pedido de migração terão uma nova oportunidade. Foi o que informou a secretária de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vanda Jugurtha Bonna Nogueira, em visita à ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).   A secretária anunciou novidades para as rádios AM que não participaram do primeiro processo de migração e afirmou que o Ministério está com uma minuta pronta do decreto que abre novo prazo para a migração do AM para FM. Muitos proprietários de emissoras ficaram em dúvida e também aqueles que se arrependeram, terão agora nova oportunidade.   A primeira parte do processo da migração do AM para o FM deve, de acordo com Vanda Jugurtha, vai terminar até o final deste ano. Segundo ela, até 17 de dezembro não haverá mais nenhuma rádio para fazer a migração.   A secretária afirmou, ainda, que o ministério só vai partir para a faixa estendida quando a recepção dos ouvintes de rádio nesta faixa estiver garantida.

Literatura

"América-PE - O campeão do centenário"
O escritor pernambucano, Roberto Viera, é o autor do livro, daquele que foi por muitas décadas, a quarta força do futebol de Pernambuco, atrás somente de Santa Cruz, Sport e Náutico. Na publicação é possível encontrar diversas histórias e passagens importantes e curiosas do Periquito, como por exemplo o Campeonato Pernambucano de 1922, título que rendeu ainda a alcunha de campeão do centenário, um século depois da independência do Brasil, jogo inclusive que durou apenas oito minutos. É possível ainda encontrar fotos e informações das primeiras sedes do clube e do saudoso estádio da Jaqueira onde o Mequinha mandou muitos de seus jogos. O América foi um dos primeiros clubes brasileiros a contratar jogadores estrangeiros, mostrando o protagonismo e pioneirismo do clube ainda nos primórdios do futebol em nosso país, na época, contratou jogadores da Guiana Holandesa.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Nancy de Carvalho (1934/2017)

Luto
Morre Nancy de Carvalho, primeira porta-bandeira de Juiz de Fora
Morreu em Juiz de Fora, na noite da última segunda-feira, 24/07, aos 82 anos, a sambista Nancy de Carvalho. Nancy foi a primeira porta-bandeira do carnaval de Juiz de Fora e uma das fundadoras da Escola de Samba Feliz Lembrança e do bloco do Beco.

Irmã do cantor e compositor Djalma de Carvalho e contemporânea de Nelson Silva (1928/1969), Nancy nasceu no dia 30 de outubro de 1934. A família Carvalho foi pioneira na fundação da Escola de Samba Feliz Lembrança no Largo do Cruzeiro, acompanhou sua mudança para a avenida Sete, e, posteriormente, sua mudança para a sede atual no bairro Joquei Clube, na zona norte. Fundou também o Bloco do Beco.

O corpo foi velado e sepultado no Cemitério São José, bairro de Vila Isabel, em Três Rios-RJ.

Literatura

"Ferroviária em campo- um Breviário Grená"
Escrito por Vicente Henrique Baroffaldi, e lançado por Pontes Editores, a obra contém pouco mais de 300 folhas, onde o autor expõe fatos marcantes da trajetória da gloriosa Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara, além de súmulas, títulos conquistados, resultados de jogos e fotos e fichas técnicas. Os heróis dos acessos de 1955-56 e 1966; artilheiros de todos os tempos; acontecências (acontecimentos + ocorrências + curiosidades). Os três melhores paulistões da Ferroviária; os maiores públicos; o futebol encantador das Guerreiras Grenás.

Trata-se de, síntese dos fatos que ora alegraram, ora entristeceram os torcedores e simpatizantes da Ferroviária de Araraquara, e que, num amálgama de conquistas e vicissitudes, significam a história e a grandeza de uma agremiação que nasceu forte, conheceu percalços pelos caminhos, mas jamais saiu dos trilhos, cumprindo a sua missão. Em 64 anos de existência, a Ferroviária nunca pediu licença do Campeonato Paulista, apesar das imensas dificuldades por vezes enfrentadas, e, invariavelmente, encarou os desafios de todas as competições. Assim há de seguir sendo, no embalo da força propulsora de sua coletividade, representada pelo entusiasmo e pela esperança presentes nas manifestações de seus torcedores.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Waldir Peres Arruda (1951/2017)

O magistral Waldir Peres
por José Renato Santiago
Nascido em 02 de janeiro de 1951, na cidade paulista de Garça, distante pouco mais de 400 km da capital, Waldir Peres de Arruda começou no futebol em equipes amadoras próximas a sua casa. Durante um competição intermunicipal, chamou a atenção de dirigentes da Ponte Preta de Campinas, que o contrataram ainda como juvenil.
Muito seguro e com fama de milagreiro, ao longo de quase três anos se tornou grande destaque da Macaca, o que atraiu interesse do tricolor paulista, o São Paulo, inicialmente, para ser reserva de Sérgio Valentim. Mal sabia, que não demoraria para se tornar titular da equipe, pouco depois de fazer sua estreia, em 03 de novembro de 1973, em um empate sem gols frente ao Coritiba em partida válida pelo campeonato brasileiro.
Suas grandes atuações o levaram para a sua primeira Copa do Mundo, em 1974 na Alemanha, ainda como reserva do goleiro Leão. Com fama de catimbeiro, Waldir também era conhecido por desestabilizar os atacantes adversários. Foi assim na final do campeonato paulista de 1975, em 17 de agosto daquele ano, quando defendeu duas penalidades batidas por jogadores da Portuguesa, contribuindo de forma decisiva ao título tricolor. Sua estreia na seleção brasileira, aconteceria naquele mesmo ano, em 4 de outubro, na vitória por 2 a 0 frente ao Peru, em partida válida pelas semifinais da Copa América.
Com a chegada do piauiense Toinho, chegou a revezar a titularidade do gol são paulino durante algum tempo, mas logo voltaria a ser absoluto. Em 05 de março de 1978, mais um grande momento. Não chegou a defender nenhuma das cobranças da disputa de pênaltis na partida final do campeonato brasileiro de 1977 no estádio do Mineirão, mas com muita malandragem, com direito a ‘aperto nas nadegas’ dos jogadores atleticanos e cusparada na bola, foi decisivo para que três deles errassem o alvo, na vitória por 3 a 2 da equipe paulista. É, até hoje, considerado um dos herois da conquista do primeiro título brasileiro do São Paulo.
Presente, ainda como reserva, em sua segunda Copa do Mundo, em 1978 na Argentina, Waldir viveu seu grande momento no começo dos anos 1980. Bicampeão paulista em 1980 e 1981 e vice-campeão brasileiro em 1981, passou a ser titular da seleção brasileira comandada pelo técnico Tele Santana, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Em maio de 1981, durante a vitoriosa excursão brasileira pela Europa, três vitórias, diante Inglaterra, França e Alemanha Ocidental, assombrou o mundo ao defender por duas vezes pênaltis batidos pelo alemão Paul Breitner, que até então jamais tinha desperdiçado uma cobrança de penalidade ao longo de toda a sua carreira, no triunfo brasileiro por 2 a 1 em Stuttgart. Sua titularidade na Copa de 1982 foi justíssima, em que pese o fato de não ter tido boas atuações durante a competição, sobretudo na vitória por 2 a 1 frente a União Soviética em 14 de junho, quando sofreu o chamado ‘frango’ depois do chute de longe do atacante Bal. Vestiu a camisa canarinho em 30 oportunidades em jogos oficiais, com apenas uma derrota, justamente na partida que eliminou a seleção da Copa do Mundo de 1982, em 5 de julho, na derrota por 3 a 2 para a Itália.
Deixou o Morumbi em 1984, após 615 partidas oficiais, o que faz dele o segundo jogador a mais vezes defender a camisa tricolor, atrás apenas de Rogério Ceni. Ainda atuou no América do Rio de Janeiro, Guarani de Campinas, Corinthians, Portuguesa de Desportos, Santa Cruz e Ponte Preta, onde encerrou a carreira em 1989. Após abandonar os gramados, atuou como técnico até 2013.
Waldir Peres saltou para o andar de cima neste último domingo, dia 23 de julho, após sofre um infarto fulminante, em Mogi Mirim.
Colaboração: Alexandre Berwanger

domingo, 23 de julho de 2017

Literatura

 “Minha Rua Conta História”
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Os membros do Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri buscaram recuperar a história da cidade de Teófilo Otoni, dar nova vida àqueles que deixaram suas pegadas nas ruas do centro urbano, histórias das personalidades, vários momentos e personagens históricos vão ficando registrados por meio de homenagens prestadas em nomes de ruas, praças, avenidas e outros espaços públicos.

Um trabalho exaustivo, longo, de quase seis anos. Um legado para várias gerações. Afinal, enquanto não há um trabalho nas redes de ensino nem informações históricas nas placas das próprias ruas, cabe à herança viva que remanesce na cidade o dever de manter relevante a memória de Teófilo Otoni, quase sempre esquecida (por vezes adormecida) de geração a geração. 

sábado, 22 de julho de 2017

Corrida da Fogueira

Resultados:
A 70º da Corrida da Fogueira teve Gilberto Silvestre Lopes vencedor no masculino e Amanda Oliveira, vencedora no feminino. Amanda é tri-campeã, já havia vencido em 2015 e 2016. Com largada e chegada na praça do bairro Bom Pastor, aproximadamente dois mil atletas, profissionais e amadores, participaram da competição, que teve 07 km de percurso.

Masculino
01º Gilberto Silvestre Lopes com os tempos de 21min45s,
02º Flávio Carvalho Stumpf,
03º Jocemar Correa,
04º Matheus Morais, 
05º Francisco Perrout.

Feminino
01º Amanda Oliveira com os tempos de 25min58s
02º Aline Barbosa dos Santos,
03º Aline da Silva Braga,
04º Amanda Zampiere,
05º Simone Andrade.
Amanda Oliveira, mineira de Mercês, de 20 anos e estudante de educação física, venceu pela terceira vez seguida. Amanda participou e venceu a corrida de Ouro Branco, no último domingo, 16/07, fazendo o percurso de 10 km, com o tempo de 35:58 e vai participar da meia maratona do Rio, no dia 30 de Julho.
Obs: Foto tirada na última sexta-feira, quando participou do programa "Bola na Rede", apresentado por Marcos Moreno, na Rádio Catedral FM.